13/03/2026
As medidas do governo para amenizar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis podem ser limitadas e tendem a não evitar reajustes pela Petrobras, dizem especialistas. A estatal terá, em algum momento, de reajustar os preços, em especial do diesel, que tem 25% do consumo atendido por importações. O Executivo zerou alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel importado e Também anunciou a criação de imposto de 12% sobre a exportação de óleo bruto.

A defasagem dos combustíveis da Petrobras frente ao mercado externo alcançou nesta quinta-feira (12) o maior nível desde maio de 2023, quando a empresa implementou a atual política de preços. Os cálculos consideram variáveis como o câmbio e a cotação do barril do petróleo Brent, que fechou a US$ 100,46, alta de 9,21%.

Conforme a consultoria StoneX, o diesel da estatal está R$ 1,90 mais barato, ou 61%, que o preço no exterior, a maior diferença desde o início da atual política de preços. A gasolina da Petrobras está R$ 1,20 abaixo do produto importado, ou 49,9%.Para o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o diesel está 41,7% abaixo do importado, ou R$ 2,30. A gasolina ficou abaixo da paridade internacional em 36,2%, ou R$ 1,40.

O presidente da Vibra, Ernesto Pousada, disse que a empresa possui estoques de diesel para atender clientes e segue com a importação. Os preços de compra serão repassados ao mercado, afirmou.Para ler esta notícia, clique aqui.

Autor/Veículo: Valor Econômico

Published On: 13 de março de 2026

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