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Adolfo Sachsida assumiu ministério nesta quarta (11) após a saída de Bento Albuquerque e defendeu capitalização da Eletrobrás

Por R7 11/05/2022 20h08

O novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmou, nesta quarta-feira (11), que pedirá estudos para a privatização da Petrobras, estatal alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, e do Pré-Sal.

De acordo com o novo ministro, essa será a primeira ação à frente da pasta. “Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do Conselho do PPI, que leve ao Conselho a inclusão da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.) no PND para avaliar as alternativas para sua desestatização”, disse Sachsida em entrevista coletiva.

“Ainda como parte de meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes à proposição das alterações legislativas necessárias a desestatização da Petrobras”, completou.

O ministro defendeu, ainda, a privatização da Eletrobrás. “Nós precisamos dar prosseguimento ao processo de capitalização da Eletrobrás. Final importante para atrair mais capitais para o Brasil e mostrar ao mundo, de maneira definitiva, que o país é porto-seguro para investimento”, destacou.

Sachsida elencou, ainda, os projetos prioritários para o setor no Congresso Nacional, como modernização do setor elétrico, mudança do regime de partilha para concessão, modernização de registros públicos e novo marco de garantias.

Sachsida, que integrava o Ministério da Economia, foi nomeado para assumir Minas e Energia após a exoneração do agora ex-ministro Bento Albuquerque. Os atos foram publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira e são assinados por Bolsonaro.

Em comunicado, o Ministério de Minas e Energia informou que a saída de Albuquerque foi de “caráter pessoal” e tomada após reunião entre o ex-ministro e Bolsonaro de “forma consensual”.

Segundo a nota, Albuquerque agradece a oportunidade e diz que se orgulha de ter participado do governo Bolsonaro, “que continua a contar com a sua lealdade, respeito e amizade”.

A troca no comando do Ministério de Minas e Energia ocorre após a Petrobras anunciar, na última segunda-feira (9), reajuste nos preços de diesel para as distribuidoras, que passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 o litro. O reajuste já está valendo desde terça (10). Os preços do gás de cozinha e da gasolina não serão alterados.

Os elevados reajustes nos preços dos combustíveis tem irritado o chefe do Executivo, que de forma recorrente critica a política adotada pela Petrobras, chamada de Preço de Paridade Internacional (PPI), que faz com que o preço de gasolina, etanol e diesel acompanhe a variação do valor do barril de petróleo no mercado internacional. As medidas causam impacto direto e podem atrapalhar os planos de Bolsonaro, que busca a reeleição neste ano.

Recentemente, Bolsonaro pediu para que a empresa não promova novos reajustes nos preços dos combustíveis. Segundo o chefe do Executivo, a empresa vem registrando lucros abusivos, em meio à pandemia da Covid-19 e à guerra entre Rússia e Ucrânia, enquanto o Brasil vê a inflação subir, por causa da alta dos preços dos derivados de petróleo.

De acordo com ele, uma nova recomposição pode quebrar o país. “Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem mais aumentar o preço do combustível”, disse.

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