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14/10/2021

Em viagem aos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nesta quarta-feira que o governo venda ações da Petrobras quando o preço do combustível subir e distribua o dinheiro resultando dessa venda para os mais pobres.

A redução do preço dos combustíveis virou uma prioridade do presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas, em meio a sucessivos reajustes.

— Não vou falar nem da riqueza que existe, vou falar de uma riqueza a ser criada, que eu queira distribuir com os mais frágeis. Imagine o seguinte. Quando o preço do combustível sobe, os mais frágeis estão com dificuldade, não estão? E que tal se eu vender ações da Petrobras e dar para eles esses recursos? — disse Guedes, em entrevista coletiva em Washington, onde participa da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em viagem aos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nesta quarta-feira que o governo venda ações da Petrobras quando o preço do combustível subir e distribua o dinheiro resultando dessa venda para os mais pobres.

A redução do preço dos combustíveis virou uma prioridade do presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas, em meio a sucessivos reajustes.

— Não vou falar nem da riqueza que existe, vou falar de uma riqueza a ser criada, que eu queira distribuir com os mais frágeis. Imagine o seguinte. Quando o preço do combustível sobe, os mais frágeis estão com dificuldade, não estão? E que tal se eu vender ações da Petrobras e dar para eles esses recursos? — disse Guedes, em entrevista coletiva em Washington, onde participa da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O ministro, que sempre defendeu a privatização da Petrobras, afirmou que a distribuição do lucro com as ações da companhia poderia ser uma alternativa para compensar os reajustes.
— Toda vez que o combustível subir, você tem ações da Petrobras valendo mais, vende um pouquinho dessas ações e deixa as pessoas mais pobres comprarem gás natural. Que aí quando o preço do gás natural e do petróleo subir, uma parte dessa riqueza que o Brasil tem vai para os mais pobres — disse.

Brasil quer ser ‘potência verde’, diz ministro

Na entrevista, o ministro também afirmou que o Brasil deve anunciar uma linha de financiamento de US$ 2,5 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), vinculado ao bloco dos Brics, para financiar ações de sustentabilidade.

— É um programa…Vai ter, por exemplo, como eixo, uma ajuda do NDB (na sigla em inglês), que é o banco que é presidido por um brasileiro, Marcos Troyjo. Nós vamos tentar anunciar algo em torno de 2,5 bilhões de dólares como eixo de mudanças em infraestrutura sustentável. É além do meio ambiente, florestas, concessões, preservações de recursos naturais etc, tem também o meio ambiente urbano, reciclagem de lixo, esgoto, saneamento.

Guedes afirmou que o Brasil quer deixar claro seu “compromisso” em ser uma “potência verde”:

— São empréstimos que vem do NDB e que a gente vai fazer, e é transnacional. Região amazônica, tem mais do que só a gente, tem mais gente lá em volta. Mas nós vamos deixar claro nosso compromisso com o Brasil (como) potência verde.

Guedes destaca vacina e ‘volta segura ao trabalho’
Mais cedo, em uma entrevista no Atlantic Council, Guedes afirmou que a vacinação avança rapidamente no Brasil. Ele citou o que classificou como bons indicadores de imunização quando se avalia apenas a população adulta e afirmou que essa situação está possibilitando o retorno seguro ao trabalho no país.

— Nós vacinamos 93% da população adulta com uma dose e 60% com duas doses e estamos proporcionando uma volta segura ao trabalho, e em setores como comércio e serviços – afirmou o ministro.

As afirmações foram feitas durante entrevista no Atlantic Council, onde o ministro pediu que investidores estrangeiros “acreditem” no Brasil. Guedes está nos Estados Unidos para reuniões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e G20.

— As vezes um aqui, outro ali, pode ser o presidente, pode ser um congressista, pode ser um ministro da Suprema Corte. Em algum momento, alguém está fazendo muito barulho. Mas o importante são as instituições. as instituições funcionam. O Brasil é uma democracia vibrante, votamos a cada dois anos, estivemos duas vezes na hiperinflação. nossas instituições funcionam, as eleições acontecerão — disse.

— No Brasil, em mais dois meses teremos toda população adulta vacinada e iremos ajudar os nossos vizinhos. Isso é uma grande preocupação – afirmou, e citou principalmente as ilhas do Caribe e América Central como locais que dependem do turismo e ainda não estão avançando na vacinação.

Otimismo em relação a reformas
Guedes disse que as reformas tributária e administrativa devem ser aprovadas no Congresso até o fim deste ano. Ele também estima que esse será o prazo para que os processos de privatização da Eletrobras e dos Correios deslanchem.

— A reforma tributária e administrativa, nós vamos vê-las aprovadas antes do fim do ano. A democracia do Brasil vai continuar surpreendendo – afirmou, e também citou as privatizações de Correios e Eletrobras, que dependem de aval do Congresso.
Autor/Veículo: O Globo

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