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04/05/2021

Os contratos futuros do petróleo avançaram nesta segunda-feira, impulsionados por sinais de uma perspectiva de demanda global mais otimista, apesar de a Índia, terceiro maior consumidor de petróleo do mundo, continuar a sofrer com casos recordes de covid-19.

Os preços do Brent para julho encerraram o dia em alta de 1,19%, aos US$ 67,56 o barril na ICE, em Londres, enquanto os contratos do WTI para junho fecharam o pregão com ganhos de 1,43%, aos US$ 64,49 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

“Os dados mais recentes continuam mostrando a demanda indiana por combustíveis refinados, como gasolina e destilados, apagando virtualmente toda a sua recuperação do impacto da covid-19”, disse Robbie Fraser, gerente global de pesquisa e análise da Schneider Electric.

“Como o terceiro maior importador de petróleo do mundo, os esforços da Índia para desacelerar o que se tornou o surto mais difundido de covid-19 este ano trarão grandes implicações para os mercados de petróleo e para a economia em geral.”

“Isso não está apenas prejudicando a recuperação da demanda neste terceiro maior país consumidor de petróleo, mas também tornando os riscos da demanda claros para os participantes do mercado”, disse Eugen Weinberg, analista do Commerzbank, em nota.

Apesar dos ventos contrários para o petróleo, no entanto, “o mercado continua dando sinais de força e confiança de que a demanda global pode continuar em alta”, disse Fraser, em nota diária.

Isso é indicado, em parte, por um esforço contínuo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, juntos conhecidos como Opep +, para “começar a trazer alguns cortes de produção de volta ao mercado global”, disse ele.

A Bloomberg informou nesta segunda-feira que Ihsan Abdul Jabbar, ministro do petróleo do Iraque, disse a repórteres que a Opep + continuará tentando manter os preços do petróleo “dentro das médias normais” e “não há preocupação com uma queda nos preços”.

“Os comentários sugerem que a Opep + continua confiante sobre as perspectivas para a demanda de energia, apesar do aumento nos casos de coronavírus na Índia”, disse Phil Flynn, analista de mercado sênior do The Price Futures Group.

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Autor/Veículo: Valor Econômico

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