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15/09/2020

Desde o início da pandemia, o presidente da Iochpe-Maxion, Marcos de Oliveira, tem feito um acompanhamento minucioso da atividade de cada uma das 32 fábricas do grupo brasileiro em todo o mundo. Um significativo aumento nas encomendas entre fim de junho e início de julho, o levou a crer numa recuperação mais rápida do que o esperado. Segundo seus cálculos, no Brasil, o setor automotivo não precisará de cinco anos para retomar os volumes de 2019, como inicialmente se previa. Ele estima que, sem novos obstáculos no caminho, a volta a 2019 poderá ocorrer entre 2022 e 2023.

O que pode colocar essa tendência positiva em risco? Novas ondas de pandemia, por exemplo, diz o presidente da multinacional fundada no Rio Grande do Sul há mais de cem anos e que se transformou na maior fabricante de rodas do mundo. Também pode ser desfavorável à atividade e, consequentemente, à demanda por carros e caminhões, diz, o Brasil descuidar do esforço necessário para criar ambiente atraente para investidores.

Oliveira afirma que a reforma tributária tem que acontecer porque “o Brasil precisa disso”, assim como também é necessária a percepção de que se trata de um bom momento para o país atrair recursos privados para obras de infraestrutura. “Isso não pode acontecer com dinheiro público; mas existe liquidez no mundo”, diz. Para ler esta notícia, clique aqui.
Autor/Veículo: Valor Econômico

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