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Os preços do petróleo avançavam nesta quinta-feira (21), tocando máximas desde março, com apoio de menores estoques nos Estados Unidos, dos cortes de produção liderados pela Opep e pela melhora na demanda à medida que governos aliviam restrições sobre a movimentação de pessoas adotadas contra o coronavírus.

As cotações do petróleo despencaram em 2020, com o Brent, referência global, tendo tocado mínima de 21 anos em abril, abaixo de US$ 16 por barril, em meio ao colapso na demanda.

Mas, com o uso de combustível crescendo e mais sinais de que o excesso de oferta está sendo enfrentado, o Brent mais que dobrou de valor desde então.

O petróleo Brent subia US$ 0,71, ou 1,99%, a US$ 36,46 por barril, às 8h23 (horário de Brasília).

O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 0,63, ou 1,88%, a US$ 34,12 por barril.

Ambos os contratos de referência tocavam máximas desde 11 de março.

“A oferta global tem sido contida até certo ponto”, disse a analista da Rystad Energy, Paola Rodriguez Masiu. “Estamos em um caminho mais claro para uma recuperação gradual agora”.

No mais recente sinal de alivio na sobreoferta, os estoques nos EUA caíram em 5 milhões de barris na semana passada, quando analistas esperavam alta.

Ao mesmo tempo, há evidências de recuperação no uso de combustível– a aérea britânica easyJet planeja retomar alguns voos em 15 de junho, o que sinaliza uma maior demanda.

“Agora é bastante claro que o mercado está se apertando e que os preços do petróleo estão se recuperando à medida que a demanda retorna”, disseram analistas da JBC Energy.

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