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Os pedidos de seguro-desemprego deram um salto na primeira quinzena de maio, conforme mostram dados divulgados ontem pelo Ministério da Economia. Nesse período, 504.313 trabalhadores que perderam seus empregos solicitaram o benefício. O número representa uma alta de 76,2% em relação ao registrados nos primeiros 15 dias de maio do ano passado, 286.272.

No período, os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (149.289), Minas Gerais (53.105) e Rio de Janeiro (42.693).

O ministério destacou também o aumento de 58,7% das requisições feitas presencialmente em relação à segunda quinzena de abril. Isso é explicado, segundo o governo, por um decreto presidencial que definiu as atividades de processamento do segurodesemprego como essenciais, o que contribuiu para a retomada do atendimento presencial.

No acumulado de janeiro até agora, foram contabilizados 2.841.451 pedidos de seguro-desemprego, na modalidade trabalhador formal. Isso representa um aumento de 9,6% em comparação ao acumulado no mesmo período de 2019.

RUMOS DO MERCADO

O ministério estima que pelo menos outras 250 mil pessoas demitidas em maio têm direito ao benefício, mas ainda não solicitaram. Os requerimentos podem ser feitos até 120 dias após a demissão, de forma totalmente digital e, de acordo com o governo, não há espera atualmente para a concessão do benefício.

As solicitações de acesso ao seguro-desemprego se tornaram um dado importante para saber o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho.

Um dos fatores que dificultam o debate sobre os rumos do mercado de trabalho é a ausência de dados estatísticos. A última divulgação do Cadastro Geral de

Empregados e Desempregados (Caged), que mensura o nível de emprego com carteira assinada, foi feita em janeiro, com dados relativos a dezembro.

Desde então, o indicador não foi mais atualizado, em razão de mudanças feitas no sistema de informações e porque as empresas enfrentam dificuldades para repassar os dados em meio à pandemia.

DIFICULDADE NA PESQUISA

O IBGE, que produz indicadores sobre o mercado de trabalho como um todo — incluindo tanto trabalhadores formais como informais —, enfrenta dificuldades para fazer o levantamento após a suspensão da coleta presencial de dados em razão da pandemia. Em março, a taxa de desemprego subiu para 12,2%, um universo de 12,9 milhões de trabalhadores.

Conforme O GLOBO revelou na semana passada, o Ministério da Economia estima que o Brasil deve encerrar o ano com uma perda de 3 milhões de postos de trabalho formais.

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