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A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas do governo federal teve queda real de 28,95% em abril, para R$ 101,154 bilhões. É o pior dado para o mês da série histórica divulgada pela Receita Federal, com início em 2007, conforme dados divulgados ontem. Em abril do no passado, a arrecadação havia somado R$ 142,365 bilhões.

Em função da crise causada pela pandemia, o governo permitiu o atraso no pagamento de uma série de tributos para dar alívio de caixa às empresas e famílias. Segundo a Receita, esse diferimento teve impacto de R$ 35,111 bilhões nas contas de abril.

Já a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as operações de crédito respondeu por uma queda de R$ 1,567 bilhão.

Além disso, houve crescimento de 25,2% no volume de compensações tributárias em relação ao mesmo mês do ano passado, o que diminuiu a arrecadação em R$ 10,901 bilhões em abril.

Desde março, as empresas vinham recorrendo a compensações tributárias a fim de preservar seu fluxo de caixa, já prevendo dificuldades por conta da paralisação de atividades não essenciais.

Segundo a Receita, considerando todo o período de vigência das medidas de diferimento adotadas, o impacto total na arrecadação será de R$ 119,328 bilhões.

Ainda em março, o governo anunciou o diferimento, por três meses, para pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), PIS e Cofins e contribuição previdenciária das empresas do Simples. O ajuste anual do Imposto de Renda para pessoas físicas foi adiado por dois meses.

Nos primeiros quatro meses de 2020, a arrecadação caiu 7,45% frente ao mesmo período do ano passado, a R$ 502,293 bilhões.

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