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O Globo

09/11/2019 – O Brasil precisa “pular fora do manicômio tributário para conseguir crescer à frente”, afirmou ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes, no seminário “Reavaliação do Risco Brasil”, na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio. Guedes destacou ainda que o governo quer deixar para as futuras gerações um legado de responsabilidade e cultura fiscal. — Vamos fazer a reforma tributária. O Brasil, para crescer, tem que sair, escapar, tem que pular fora desse asilo, desse manicômio tributário. O Brasil tem manicômio tributário —afirmou o ministro. —O sujeito que estiver satisfeito com impostos aqui pode internar —completou.

O ministro da Economia se mostrou confiante sobre a aprovação do Pacto Federativo no Congresso, embora tenha reconhecido que a reforma tributaria “pode demorar um pouco mais”. E declarou que “o Brasil está em transformação, a coisa está acontecendo”.

— Essa reforma (o Pacto Federativo) está sendo feita junto com o Congresso.

Já está tudo mais ou menos entendido e alinhado. A (reforma) administrativa pode andar mais rápido, a tributária pode demorar um pouco mais… — comentou Guedes. O ministro disse que, com a aprovação da reforma da Previdência, foi derrubada “a primeira torre” que representava um obstáculo para o governo: — Era a primeira torre a ser derrubada, podia ter engolido a economia. A segunda torre, acrescentou Guedes, são os juros: — O programa de estabilização (Plano Real) foi espetacular, mas os gastos continuaram. Os juros eram de R$ 800 bilhões e foram para R$ 5,5 trilhões. Agora, finalmente, os juros longos capotaram, teremos R$ 100 bilhões a menos no ano que vem. Guedes lembrou de seu passado como banqueiro e disse que viveu “períodos bons, generosos”. Mas fez duros questionamentos aos governos do passado recente e lamentou que hoje o Brasil gaste em juros “um Plano Marshall por ano”.

— O Brasil reconstrói uma Europa por ano sem sair da pobreza —concluiu o ministro.

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