Sindicombustiveis-al

Money Times

11/10/2019 – Os festejos amadores do governo e de boa parte do agronegócio, entre outros setores privados, pela possível entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apoiado pelos Estados Unidos, não resistiu há poucos meses. O clube dos países ricos já virou lenda e vem se somar a outra derrota imposta por Donald Trump, a do etanol importado, e a uma que certamente chegará, a da carne bovina.

A recusa dos americanos em aceitar que a organização fizesse um convite ao País, em carta do secretário de Estado Mike Pompeo ao diretor-geral Ángel Gurría, tornada conhecida hoje, mostrou o que a diplomacia nacional, mesmo a júnior atual representada pelo chanceler Ernesto Araújo, já sabe. Via de regra, no cenário comercial global, não há almoço grátis, mas com os Estados Unidos, sim, há. Mesmo que o futuro embaixador brasileiro em Washington seja o filho zero 2, Eduardo Bolsonaro.

O engajamento absoluto de Jair Bolsonaro e do ministro Ernesto Araújo a Trump já custou o aumento da cota livre de etanol importado. Quando se esperava o fim ou pelo menos a manutenção dos 600 milhões de litros, livre de impostos, o governo deu mais 150 milhões de litros de lambuja.

E sabe quando os Estados Unidos negociação uma maior cota ao açúcar nacional e do Nordeste, em particular? Nem é preciso fazer malabarismo para responder. A potência “aliada” só permite 150 mil toneladas livres de impostos, anualmente. Uma bagatela que qualquer pequena usina nordestina, sozinha, produz.

Agora, em 2019, nessa onda pró-Estados Unidos, também os produtores e frigoríficos entraram com a expectativa de ser aberta a janela importadora para a carne fresca brasileira. Ninguém nem se lembra mais, ao menos no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Categories: noticias