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Poder 360

09/10/2019 – O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a empresa tem sido mais cautelosa ao ajustar os preços de combustíveis nas refinarias. Para o economista, a aplicação de reajustes mais espaçados, como vem sendo feito pela empresa, reduz as reações imediatas a episódios que impactam o preço do petróleo no mercado internacional, como os ataques a instalações petrolíferas da Arábia Saudita, no mês passado.

Castello Branco participou nesta 3ª feira (8.out.2019) de audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para discutir o preço do diesel. Mais cedo, o executivo já tinha participado de outra audiência pública na Comissão de Minas e Energia sobre venda de ativos da empresa no Nordeste.
“Isso [reajustes diários] é uma prática que não utilizamos, porque nem nos Estados Unidos, economia mais livre do mundo, se ajusta o preço diariamente, ainda mais em uma alta. Utilizamos uma política de reajustes mais espaços, não reagimos imediatamente a eventos surpresas como o caso da Arábia”, disse.

O presidente da estatal avaliou que a companhia teve uma postura “paciente” para lidar com a pressão dos preços do barril no mercado internacional após o ataque ao complexo petrolífero saudita, em 14 de setembro. No dia seguinte ao evento, o preço do barril tipo Brent (negociado em Londres) subiu quase 20%.

Os preços dos combustíveis no Brasil, no entanto, só foram reajustados nas refinarias dias depois, após o valor do petróleo no mercado internacional recuar. Em 18 de setembro, a Petrobras anunciou aumento médio de 3,5% no preço da gasolina e de 4,2% para o diesel.

“Fomos pacientes o suficiente para reajustar o preço somente depois de a volatilidade ter se acomodado e o preço, aparentemente, ter convergido a outro patamar. Se tivéssemos reagido no 1º dia, teria sido 1 aumento de 10%”, afirmou.

Política de preços da Petrobras
Desde julho de 2017, os valores praticados nas refinarias da Petrobras acompanham as cotações de câmbio e do barril do petróleo no mercado internacional. Após vários questionamentos em relação aos preços dos combustíveis, a política de reajustes passou por uma série de mudanças.

Quando Castello Branco assumiu a presidência da estatal, em janeiro de 2019, os reajustes do diesel só podiam ser feitos com o intervalo mínimo de 15 dias.

Mas, em junho, a diretoria executiva da empresa aprovou o fim da periodicidade mínima para reajustes dos preços de óleo diesel e gasolina comercializados nas refinarias da estatal. Na prática, deu permissão para que a empresa ajuste os preços diariamente –o que não tem acontecido.

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