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Unica

10/09/2019 – A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 47,82 milhões de toneladas na segunda metade de agosto, aumento de 9,86% no comparativo com o valor registrado na mesma quinzena de 2018 (43,52 milhões de toneladas). No total mensal, a moagem somou 90,52 milhões de toneladas em agosto, praticamente igual às 90,55 milhões de toneladas verificadas em julho, mas bastante superior às 77,21 milhões de toneladas apuradas em agosto de 2018.

No acumulado desde o início do ciclo 2019/2020, a moagem alcançou 398,29 milhões de toneladas, 1,15% acima das 393,74 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período de 2018. Contudo, no Estado de São Paulo, a defasagem permanece. Foram 232,66 milhões de toneladas moídas pelas unidades paulistas até 1º de setembro, queda de 1,09% sobre o ciclo 2018/2019.

“Com 70% da safra concluída, observamos um crescimento da produtividade agrícola da ordem de 5% de abril até agosto, já que apesar do canavial envelhecido, o clima ajudou no desenvolvimento da lavoura”, destacou Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA. Esse crescimento, porém, é acompanhado por uma retração da área colhida de 3,5% até 1º de setembro, completou o executivo.

Qualidade da matéria-prima

A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) totalizou 150,94 kg nos 15 dias finais de agosto, 1,70 kg menor comparativamente ao observado na mesma data do ano anterior (152,64 kg por tonelada).

No comparativo do acumulado da safra, essa retração é maior, atingindo quase 5 kg. Até 1º de setembro, o teor de ATR alcançou 133,30 kg por tonelada, contra 138,05 kg por tonelada em igual período do ciclo 2018/2019.

Produção de açúcar e de etanol

A produção de açúcar somou 2,51 milhões de toneladas na segunda quinzena de agosto. Já o volume fabricado de etanol aumentou mais de 10%, puxado pela produção de etanol hidratado. Esta atingiu 1,93 bilhão de litros, um novo recorde para o setor.

“Nunca se produziu tanto etanol hidratado como nessa quinzena”, lembrou Rodrigues. O maior volume até então observada data do ano passado, com 1,76 bilhão de litros de etanol hidratado fabricados na segunda quinzena de julho. A baixa cotação internacional para o açúcar, alinhada com a maior competitividade do biocombustível no mercado interno, fundamentam essa expansão.

Apesar do recorde, a produção acumulada de etanol hidratado segue estável em relação à temporada passada. Foram 14,29 bilhões de litros fabricados até o momento, contra 14,24 bilhões de litros no mesmo período da safra 2018/2019.

O volume produzido de etanol anidro atingiu 6,33 bilhões de litros no acumulado desde o início da safra, dos quais 798,92 milhões de litros fabricados nos últimos 15 dias de agosto.

De maneira atípica, a produção de etanol a partir do milho diminuiu seu ritmo de crescimento, alcançando 26,46 milhões de litros na segunda quinzena de agosto, ligeiramente superior aos 26,32 milhões de litros verificados no mesmo período de 2018, mas muito aquém do volume médio de 48 milhões de litros fabricados por quinzena na atual safra.

Quanto ao açúcar, a quantidade produzida permanece abaixo em 900 mil toneladas. Até 1º de setembro, totalizou 17,97 milhões de toneladas, ante 18,89 milhões de toneladas em 2018. Foram 45,12 kg de açúcar fabricados por tonelada de matéria-prima processada nessa temporada, queda de 5,94% sobre o último ano (47,97 kg). E mesmo com o citado crescimento da produtividade agrícola, foram 3,72 toneladas de açúcar por hectare colhido até 1º de setembro, recuo de 1,39% sobre 2018/2019.

Como reflexo, apenas 36,55% da matéria-prima processada foi destinada à produção de açúcar na metade final de agosto, contra 37,64% na mesma data de 2018. No acumulado até 1º de setembro, essa proporção atingiu 35,52%, frente a 36,47% em 2018/2019.

Vendas de etanol

O volume comercializado de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somou 3,08 bilhões de litros em agosto, alta de 5,09% sobre julho (2,93 bilhões de litros) e de 3,85% em relação ao valor observado no mesmo período de 2018 (2,96 bilhões de litros).

Do total comercializado em agosto, 288,39 milhões de litros destinaram-se à exportação e 2,79 bilhões de litros ao mercado interno.

Neste mercado, as vendas de etanol anidro alcançaram 815,29 milhões de litros em agosto, com 419,08 milhões de litros vendidos na metade final do mês.

As vendas domésticas refletem a comercialização do etanol carburante, outros fins, destinado ao uso próprio nas usinas e eventuais quebras. Especificamente nesta quinzena, a saída de anidro sofreu influência de perdas decorrentes de acidentes no armazenamento do produto.

Já as saídas de etanol hidratado alcançaram 1,97 bilhão de litros – empatado aos 1,98 bilhão de litros registrados em agosto do ano passado. Desde montante de etanol hidratado, 1,02 bilhão de litros foram vendidos nos últimos quinze dias do mês.

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