Sindicombustiveis-al

O Globo

16/07/2019 – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou ontem, no Rio, que a reforma da Previdência continua a avançar, mas que precisará ser rediscutida em cinco ou seis anos.

— Felizmente, ela (a reforma) está encaminhada — disse Mourão durante discurso em evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), na Zona Sul do Rio. — Não da forma que nós, governo, gostaríamos. Mas existe um velho aforismo no meio militar de que “o ótimo é inimigo do bom”. Então, vamos ter uma reforma boa, não ótima. Daqui a cinco, seis anos vamos estar discutindo novamente isso aí, vocês podem ter certeza.

O secretário de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, acrescentou que, mesmo após a aprovação da reforma da Previdência, o país terá de retomar o debate sobre o regime de capitalização (no qual cada trabalhador contribui para a própria aposentadoria) em cinco anos:

— Conforme nosso vice-presidente, o general Mourão,

falou, daqui a alguns anos, talvez menos que cinco, o Brasil vai ter de voltar para essa discussão (sobre a capitalização). É isso que vai garantir o equilíbrio permanente da nossa Previdência —afirmou Costa.

INCLUSÃO DE ESTADOS

Em Brasília, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), avaliou que a reforma da Previdência deve tramitar durante cerca de dois meses na Casa. Após a conclusão da votação na Câmara, que ocorrerá no início de agosto, a reforma terá de passar pela CCJ e pelo plenário do Senado. Simone Tebet defendeu a inclusão de estados e municípios, mas em outra proposta de emenda à Constituição (PEC).

— (Sobre) A PEC principal, acredito que (a tramitação) em 45 dias no Senado é muito otimismo, mas 60 dias é um tempo confortável. Agosto e setembro. A PEC paralela pode se estender um pouquinho para outubro, a depender da reunião de líderes, porque eles podem querer votar no mesmo dias as duas PECs —disse.

Categories: noticias