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O Estado de S. Paulo (Coluna do Broadcast)

10/04/2019 – A Petrobrás está em conversas com bancos para uma captação de debêntures para distribuição ampla ao mercado. As instituições aguardam sinal verde da petroleira para iniciar o processo. Por enquanto, a ideia seria levantar cerca de R$ 3 bilhões com a nova operação. Os bancos envolvidos seriam os mesmos da emissão feita em janeiro: Bradesco BBI, Itaú BBA, BB Banco de Investimento e Santander Brasil. Com a taxa de juro em seu menor nível histórico no Brasil e os investidores ávidos por remunerar seus recursos com segurança, há expectativa de que uma nova oferta possa repetir o sucesso de janeiro. Na ocasião, as debêntures atraíram demanda superior a R$ 10 bilhões; a petroleira emitiu R$ 3,6 bilhões. Procurados, os bancos não comentaram.

» Habemus chefia. A união das operações de resseguros da Austral, controlada pela Vinci Partners, e da Terra Brasis, da Brasil Plural, já tem ao menos uma definição: o comando da futura empresa. Segundo um acordo já encaminhado entre os sócios, o CEO da Austral Re, Bruno Freire, deve assumir a presidência da resseguradora que surgirá do negócio. Rodrigo Botti, presidente da Terra Brasis, por sua vez, ocupará o cargo de vice-presidente financeiro.

» Segue o jogo. A ideia dos sócios é concluir a fusão da Austral e da Terra Brasis, que constituiria a terceira maior resseguradora do País, com quase R$ 500 milhões em prêmios, atrás de IRB Brasil Re e Munich Re, conforme dados do ano passado da Superintendência de Seguros Privados (Susep), ainda neste ano. Na sequência, querem listar ações na bolsa brasileira para fazer frente à necessidade de capital de ambos os players e de quebra pegar carona no desempenho bem-sucedido do IRB na B3. Procuradas, Austral e Terra Brasis não comentaram o assunto.

» De saída. O especialista em finanças e tecnologia Guilherme Horn, indicado para ocupar cadeira no Conselho de Administração do Banco do Brasil, deve se desligar da consultoria Accenture caso seja confirmado na assembleia, marcada para o dia 26. A decisão, segundo pessoas próximas a ele, visa a evitar possíveis conflitos de interesse, assunto que permeia a indicação de Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá Capital, para presidir o Conselho.

» É, pode ser. A propósito, o BB admitiu ontem, em resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um “aparente conflito de interesse” na indicação de Figueiredo. Tanto é que o banco, a despeito do voto favorável dado pelo Comitê de Elegibilidade ao ex-BC, aguarda a opinião da xerife do mercado de capitais e da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) para bater o martelo.

» Verde e pequeno. Os carros do futuro devem ser de pequeno porte, pouco poluentes e não necessariamente pertencerão a seus usuários. Essas tendências aparecem em uma pesquisa com consumidores paulistanos das classes A, B e C realizada pela MOB INC, consultoria de pesquisa especializada na análise e seleção de consumidores. O levantamento foi feito com um grupo dos chamados early adopters, pessoas que se relacionam com um produto de maneira mais engajada e criativa.

» Menos é mais. Cerca de 85% dos entrevistados disseram que as montadoras precisam pensar no meio ambiente na hora de desenvolver os modelos do futuro. Além disso, para 58% dos entrevistados, no futuro, o status de ser proprietário de um veículo de grande porte deverá ser revisto. Isso indica que os modelos de menor porte e o uso de serviços de compartilhamento de veículos tendem a ganhar espaço.

» Tanque cheio. Depois da forte instabilidade registrada durante a greve dos caminhoneiros, entre maio e junho do ano passado, o preço da gasolina está mais estável no País. No mês passado, a diferença entre os valores mínimo e máximo do combustível foi de 37,2%, de acordo com um levantamento feito pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Os valores mais baixos, de R$ 3,79 por litro de gasolina comum, foram registrados em São Paulo, Pernambuco e Tocantins, e os mais altos, de R$ 5,20, em Minas Gerais, Bahia, Amazonas e Rio de Janeiro. Há quase um ano, quando a paralisação dos caminhoneiros foi deflagrada, a diferença chegou a 99,8%.

» Etanol e diesel. No caso do etanol, a diferença entre os valores mínimo (R$ 2,51) e máximo (R$ 4,44) em março foi de 76,9%. Os preços do diesel, por sua vez, tiveram variação de 84,7% – o menor valor encontrado no levantamento foi de R$ 3,15 e o mais alto, de R$ 5,82. A ValeCard não incluiu esses combustíveis no levantamento realizado durante a greve dos caminhoneiros.

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